Pesquisa da Etiologia na Microfisioterapia

O TERRENO É PARTE DE UMA HISTÓRIA

“Em microfisioterapia, o estudo do terreno é relacionado ao estudo do material extra-embrionário, semelhante ao que é definido e apresentado em embriologia. De fato, encontramos no terreno as lesões inatas que são provocadas pelas etiologias hereditárias familiares transmitidas por todos os pais à seus descendentes. É necessário distinguir bem as hereditariedades familiares que aparecem no caso de todas as crianças, de um problema congênito que é específico de uma só criança. As hereditariedades transmitidas pelos pais provocam as fragilidades nos órgãos que serão as prédisposições a desenvolver certas doenças. A origem dessas hereditariedades é dupla. Elas podem ser sofridas ou geradas. As etiologias sofridas provêm das substâncias tóxicas consumidas ou absorvidas pelos pais como o álcool, as drogas, o tabaco ou as substâncias químicas como medicamentos ou acidentalmente. As etiologias geradas poderiam vir de uma dificuldade encontrada pelos pais ao longo de sua existência e que poderiam marcar ao ponto de deixar uma marca nos seus genes. Seriam as lesões correspondentes aos três eixos de base: a sobrevivência, a comunicação com a procriação, e o bem estar. As pessoas que foram fortemente atingidas a este nível podem transmitir a seus descendentes não somente uma fragilidade dos órgãos mas igualmente uma fragilidade psicológica de aceitar e de reagir a este tipo de agressão.

O terreno pode ser modificado pelas novas etiologias diferente das etiologias inatas. Se trata nesse caso das etiologias adquiridas, podendo aparecer na préconcepção, durante uma vida fetal, infância, adolescência ou vida adulta.

As novas etiologias se inscrevem com maior frequência sobre os níveis hereditariamente fragilizados. Elas provocam ainda um período dito de ativação que se traduz por uma sintomatologia aguda que vai de alguns dias à algumas semanas.

Um acúmulo das diferentes etiologias sobre os mesmos níveis fragilizados, podem levar inicialmente a uma cronicidade latente, como um mecanismo de proteção por parte da pessoa que se encontra aliviada durante um período mais ou menos longo até que as novas etiologias provoquem as novas ativações desta cronicidade, tornando esses sintomas novamente ativos e permanentes.”

Autor: Daniel Grosjean

Nascemos da necessidade da integração entre o corpo, mente e emoção, através das diversas terapias holísticas existentes.