PNS – PRÁTICA NEURO SENSORIAL

Quando falamos de POSTURA devemos pensar não somente na questão estética de um indivíduo, mas sim na definição de postura que é um bom arranjo das estruturas do corpo que impede a ocorrência de deformidades progressiva, ao qual se traduz em sintomas crônicos. Ou seja, um bom alinhamento corporal que mantém nosso corpo em uma ótima função e sem dores, onde a alteração de sua função pode causar os sintomas.
A postura é como um espelho dos sentimentos, personalidade e experiências.
As posturas compensatórias ocorrem para amenizar a dor de forma inconsciente e automática, podendo ocorrer por traumas físicos ou emocionais (história pessoal e personalidade) que levam à uma reação em cadeia no corpo, impactando na sua saúde como um todo.
A PNS tem como base teórica a Posturologia Clínica, técnica desenvolvida pelos franceses Pierre Marie Gagey e Bernard Weber que se utilizaram dos conhecimentos teóricos e práticos terapêuticos sobre as reações de tônus e reflexos e desenvolveram ferramentas clínicas para avaliação dos sistemas de regulação da postura.
Nos anos 80 Philippe Villeneuve, podólogo e osteopata, trabalhou junto com Gagey e Weber para aprimorar a Posturologia Clinica incluindo os conhecimentos da podologia e osteopatia, aprimorando testes clínicos capazes de verificar as assimetrias tônicas posturais e com estudos com palmilhas posturais (que tiveram os primeiros registros através de Bourdiol) com efeitos neurossensoriais, diferentemente dos conceitos mecânicos existentes a muito tempo.
Nos anos 90 Villeneuve em associação com alguns colaboradores desenvolveu uma metodologia de tratamento manual, a partir de uma síntese entre as pesquisas fundamentais em neurociência e a Posturologia Clínica – a Posturoterapia Neurossensorial – PNS.
No Brasil o acrônimo permanecerá inalterado e continuará PNS, porém o nome do método torna-se Prática Neurossensorial – Método Villeneuve.

A sessão de PNS dura entre 45 minutos e uma hora e o fisioterapeuta verificará quais as queixas do paciente e fará uma série de perguntas que estão relacionadas aos sistemas de regulação da postura para direcionar o exame físico. Este exame físico é baseado em testes funcionais que mostrarão as adaptações e às disfunções presentes. Outros testes irão avaliar as diferentes entradas sensoriais (pés, olhos, vísceras, boca, vestíbulo) que são responsáveis pelas disfunções e sua correlação com os sintomas dos quais o paciente se queixa.
Após isso, é feito um diagnóstico palpatório sensorial que mostrará ao fisioterapeuta quais as disfunções instaladas em quais tecidos/sistemas dentro de uma hierarquia que auxilia o terapeuta a identificar, o que, onde e em que momento tratar.
Neste processo de identificação das disfunções o terapeuta já irá normalizá-las com uma técnica sutil e rápida denominada saturação. Dependendo do número de disfunções encontradas, várias saturações serão necessárias. Uma vez feito este trabalho de busca das disfunções através deste diagnostico palpatório sensorial e tratamento através destas saturações, os testes iniciais são refeitos e o fisioterapeuta verifica quais testes se normalizaram e quais não. Neste ponto, o fisioterapeuta irá verificar quais ferramentas serão complementares ao tratamento como a prescrição de palmilhas posturais, exercícios oculares e posturais, ou até mesmo o encaminhamento para outros profissionais como dentistas, fonoaudiólogos que complementarão este trabalho postural.
Quais as principais indicações?
• Problemas posturais;
• Encurtamentos musculares;
• Dores em geral: lombar, joelhos, quadril, ombro, dentre outras;
• Dores lombares e ciática;
• Hérnias de disco;
• Enxaqueca e cefaleia;
• Bruxismo, apertamento e ATM;
• Disfunções neurais e viscerais;
• Joanetes e calosidades;
• Cólicas e TPM;
• Problemas circulatórios e distúrbios do sono;
• Problemas somato-emocionais: ansiedade, fobia e outros

Nascemos da necessidade da integração entre o corpo, mente e emoção, através das diversas terapias holísticas existentes.