Tomando Consciência do seu Corpo

Estamos habituados a caracterizar-nos pela atividade mental. O pensamento, a disposição de se manter financeiramente e emocionalmente, nos faz dar pouca atenção ao corpo.

Nós nascemos com a musculatura perfeita, temos etapas no desenvolvimento neuropsicomotor, que são importantes. E por fim ficamos em pé. E para ficarmos em pé é necessário o equilíbrio adequado.

A criança, o bebê, tem uma atitude diante do movimento que começa a descobrir ou aprimorar. Uma atitude de concentração e prazer. Os movimentos zrealizados pelo bebê em direção as coisas irão definir para ele um universo interior. Quanto mais variados e repetidos forem esses movimentos mais rico se tornará o corpo de sensações motoras, de proprioceptividade.

O ser adulto se desinteressa pelo movimento por causa da pobreza de estímulos que lhe são propostos.

O corpo é um volume muscular organizado, e o movimento é a modificação progressiva de sua forma. Cada parte do corpo participa do equilíbrio do conjunto. A organização se desenvolve em todo o conjunto, partindo da cabeça ele vai mostrar eficácia na mão ou no pé.

Aí é que está a globalidade postural. O corpo é um todo e a partir de determinadas posturas ou vícios ele torna-se portador de marcas. A criança quando pura tem uma postura ereta. A partir do momento que estímulos externos são introduzidos começa a manifestar no corpo suas inibições, exibições, inseguranças, medos.

A criança inibida se fecha, enrola o ombros. A criança medrosa tem problemas respiratórios que abaúlam ou deprimem o tórax.

Todo nosso corpo responde ao desequilíbrio de uma das partes. Um pé plano pode desencadear uma dor cervical, ou um joelho varo. Todos os segmentos corporais compensam a descompensação.

È interessante observar como as pessoas hoje não conseguem ter tempo para prestar atenção ao corpo. Realizam movimentos que traumatizam o corpo, tornando-o vícios posturais. Até que o corpo cansado de tantos microtraumatismos um dia “grita” e aí de repente é necessário arranjar um tempo para ”tirar esta dor”, ir ao médico, fazer fisioterapia por pelo menos 10 dias. A dor melhora e continuam-se com os mesmos vícios, mesmas posturas perante a vida.

Tomar consciência de seu corpo, de você, de como se comporta: caminhando, parada na fila do banco, deitada, na frente da TV, trabalhando, é importante, pois retrata como você é, como se posiciona em todos os momentos de sua vida.

Por isso é importante para a mulher que está em processo de crescimento pessoal, entrar em contato com seu corpo, atuando no nível espiritual-mental-emocional-físico, para que o processo seja mais prazeroso.

 

Nascemos da necessidade da integração entre o corpo, mente e emoção, através das diversas terapias holísticas existentes.